<em>Nokia</em> sai da Alemanha
O fabricante finlandês de telemóveis Nokia anunciou, dia 15, a sua intenção de encerrar as instalações fabris de Bochum, na Renânia-do-Norte-Vestefália (oeste da Alemanha), e deslocalizar as suas actividades para unidades mais competitivas designadamente na Roménia.
Em consequência desta decisão, já unanimemente condenada pelas autoridades governamentais e pelos sindicatos, 2300 empregos directos serão extintos, ficando em perigo vários outros milhares de postos de trabalho em empresas subcontratadas e de fornecedores.
A multinacional justifica a medida com a «necessidade de assegurar a longo prazo a competitividade da Nokia», explicando que, na Roménia, os custos salariais são cerca de dez vezes inferiores aos da Alemanha.
O argumento foi refutado pelo ministro-presidente do estado federal, o democrata-cristão, Jürgen Rüttgers, lembrando que os salários representam apenas cinco por cento dos custos de produção da fábrica e notando que a situação financeira do grupo é mais dos que satisfatória. O chefe do governo deste land exigiu que Nokia reveja a sua decisão, acusando-a de se comportar como «uma bomba de subsídios».
Também o presidente dos sociais-democratas, Kurt Beck, considerou a medida «inaceitável», tanto mais que, desde 1995, a Nokia recebeu 88 milhões de euros em subvenções atribuídas pelas autoridades do land e federais.
Este encerramento irá pôr fim à produção de telemóveis na Alemanha. Em 2006 já tinha sido fechada a divisão de telemóveis da Siemens, entretanto vendida ao grupo de Taiwan BenQ, provocando o despedimento de 3100 trabalhadores. Seguiu-se no Verão passado, a saída do americano Motorola que desde 2004 tem vindo a transferir a produção para países asiáticos.
O sindicato IG Metall tinha convocado para anteontem, terça-feira, uma grande manifestação contra o encerramento da Nokia.
Em consequência desta decisão, já unanimemente condenada pelas autoridades governamentais e pelos sindicatos, 2300 empregos directos serão extintos, ficando em perigo vários outros milhares de postos de trabalho em empresas subcontratadas e de fornecedores.
A multinacional justifica a medida com a «necessidade de assegurar a longo prazo a competitividade da Nokia», explicando que, na Roménia, os custos salariais são cerca de dez vezes inferiores aos da Alemanha.
O argumento foi refutado pelo ministro-presidente do estado federal, o democrata-cristão, Jürgen Rüttgers, lembrando que os salários representam apenas cinco por cento dos custos de produção da fábrica e notando que a situação financeira do grupo é mais dos que satisfatória. O chefe do governo deste land exigiu que Nokia reveja a sua decisão, acusando-a de se comportar como «uma bomba de subsídios».
Também o presidente dos sociais-democratas, Kurt Beck, considerou a medida «inaceitável», tanto mais que, desde 1995, a Nokia recebeu 88 milhões de euros em subvenções atribuídas pelas autoridades do land e federais.
Este encerramento irá pôr fim à produção de telemóveis na Alemanha. Em 2006 já tinha sido fechada a divisão de telemóveis da Siemens, entretanto vendida ao grupo de Taiwan BenQ, provocando o despedimento de 3100 trabalhadores. Seguiu-se no Verão passado, a saída do americano Motorola que desde 2004 tem vindo a transferir a produção para países asiáticos.
O sindicato IG Metall tinha convocado para anteontem, terça-feira, uma grande manifestação contra o encerramento da Nokia.